Hoje em dia, tudo mudou. Orkut, Youtube e MSN já nem são mais novas formas de acesso à comunicação, já são parte da rotina social das pessoas. Aliás, o que é novidade na internet? O que você viu ontem, já se cansa das pessoas comentando hoje, e amanhã procura pela "mais nova febre" ou "hit da internet" (como os "conceituados" portais de notícias costumam chamar). Ok, agradeça pela globalização, web 2.0, conexão banda larga e o blog do Não Salvo por fazer você se digievoluir de um primata que se divertia com slides em PPT's para alguém muito informado com as futilidades atuais da internet.
Antes de começar a falar do Twitter, já expresso aqui minha conclusão quanto aos sites que publicam notícias exclusivamente sobre tweets de pessoas famosas: incompetência de redator. Ou sendo um pouco mais justo, filhadaputisse hierárquica na redação de tais sites. Por que eu deveria entrar num site que narra tweet-a-tweet do @claroronaldo, se eu já o sigo? E me poupe de print screens do Twitter dele, ME POUPE! (Alborghetti mode: on)E aí, simplesmente passamos de um mundo globalizado em que a informação era manipulada e monopolizada apenas pelas grandes mídias para um mundo em que todas as pessoas podem expressar sua opinião na internet. Caramba, agora sim teremos uma democracia, a voz do povo, ideias inteligentes surgindo de civis comuns! E o que me aparece? O mundo contemporâneo digital, no qual atores de comédia em pé fazem do Twitter a Zorra Total, em que fazer o #forasarney aparecer nos Trending Topics é a nova revolução política do Júnior e do Marcos Mion (ahh, e viva o Legendários, o novo jeito de se fazer humor), e onde todo mundo quer ser formador de opinião.
"– Ahh Dalleck, mas até agora você não estava criticando a manipulação de informação?" Ok. Mas querer defender alguma coisa sem embasamento nenhum e emitir sua opinião na internet só aumenta a poluição digital em bytes e mais bytes. Não que eu queira impedir as pessoas de expressarem suas opiniões, até porque se eu pensasse assim, fecharia meu blog também; apenas penso que não basta julgar a informação de forma arbitrária, mas sim pesquisar o assunto, o contexto e outras opiniões favoráveis e contrárias às suas, nivelar os pontos positivos e negativos de cada discussão e tirar uma conclusão honesta para si mesmo. Formar uma opinião que você acredite realmente, não vomitar expressões desconexas e/ou clichês, que a própria mídia e a massa em sua volta lhe impõem como o pensamento ideal. Pense por si mesmo. Não dispense as opiniões alheias, mas também não as aceite como verdades absolutas, apenas some-as como parte de seu raciocínio e interprete de acordo com seus ideais, seu jeito de pensar.Isso traz à tona a nova explosão da web contemporânea: os vlogs. Videologs, videocasts ou como preferir chamar, são vídeos de pessoas comuns, inicialmente sem acordos de patrocínio ou de imprensa, que expressam suas opiniões usando apenas uma câmera filmadora e uma conta no YouTube. E assim como você deve ter amigos que articulam muito bem o diálogo e outros que por mais sinceros que estejam sendo, ninguém confia seriamente, nos vlogs ocorre a mesma coisa. O jeito de falar de uma pessoa diz muito a respeito de sua forma de pensar, e isso não se pode negar que o Felipe Neto e o PC Siqueira fazem muito bem. Apareceram numa brecha em que a web 2.0 precisava de alguma novidade, já que o Twitter já estava virando algo comum. Então seus vídeos viraram mais poderosos do que virais, e foram passando de pessoa a pessoa até alcançarem grandes números no YouTube. Merecimento? Com certeza, de modos diferentes, os dois (e mais alguns vloggers) me fazem cada vez mais perceber que ainda há pensamentos inteligentes na internet, sejam falando de coisas que todo mundo já não aguenta mais, ou até mesmo das coisas simples e pequenas, que você faz, reclama de quem faz, assiste o vídeo e só depois percebe que é mais um hipócrita na Terra (e quem não é?). E como já não é mais novidade, assim como aconteceu com os blogs e podcasts, os vlogs pipocam cada vez mais por aí, todo mundo querendo parecer original, quando nada mais é que um déjà vu digital.
Outro problema são as pessoas que adquirem como opinião as opiniões dos vloggers (Felipe Neto principalmente, pela forma acintosa com que conduz seus pensamentos) e que ficam alienados por ideias de gente que é contra a alienação. Muito paradoxal, na minha modesta opinião! Haha. Enfim, já falei um pouco sobre esse assunto mais acima e caso precise complementar, farei em outro post. Estava há muito sem postar aqui e acho que exagerei no tamanho do texto, nessa volta repentina e prolixa. Garçom, traz a conta!










4,5 farofeiros comentaram.
Concordo plenamente com essa nova febre dos vloggers. Eles estão aí para meio q "denunciar" as pessoas q não sabem usar a internet e essas novas modinhas escrotas q estão tomando conta de tudo.
Po, nem li manolo.
Pra mim você é um cretino =D
Abraço
Exatamente o que eu penso [alienado mode: on]
Só duas correções:
1- antigamente não existiam "iFrames" e sim "Frames" (iFrame tem atualmente)
2- "minha modesta opinião" e não "modéstia"
Vai voltar mesmo é só um suspiro? xD
Acho que já te falei minha opinião sobre os vlogs. Para mim, são stand up comedies online. Não gosto, tem quase sempre o tom exagerado de gente querendo aparecer.
Bom que estás de volta. Beijos!
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